Já há algum tempo venho comentando sobre conexões entre essas três coisas no Tuíto:
Só para deixar registrado: Fringe TAMBÉM segue nos passos de Lost, ou seja, em direção a Torre Negra. Não darei spoiler nenhum aqui, mas...
... os assuntos são MUITO semelhantes para ser mera coincidência. Digo que Fringe é ainda mais parecido com A Torre do que Lost. Stay Tuned.
Fringe e a Torre Negra: mais gente pensando igual a mim. http://bit.ly/4DqbIJ #darktower #gunslinger
... os assuntos são MUITO semelhantes para ser mera coincidência. Digo que Fringe é ainda mais parecido com A Torre do que Lost. Stay Tuned.
Fringe e a Torre Negra: mais gente pensando igual a mim. http://bit.ly/4DqbIJ #darktower #gunslinger
Contém spoilers!
Você já sabe que J.J. Abrams, "dono" de Lost, é viciado em Stephen King. O cara também é o criador da série Fringe.
Do Merriam-Webster, o melhor dicionário de inglês online: 2 a : something resembling a fringe : edge, periphery —often used in plural
O nome traz a ideia de ciência de borda, de fronteira, marginal, algo por aí.
Fringe é uma série sobre uma agente do FBI, um cientista maluco e seu filho (que é a única pessoa que consegue entender o que o pai diz). Nas histórias eles desvendam casos envolvendo coisas bizarras: corpos que explodem, pessoas que nascem e envelhecem em horas, um careca que sempre está onde acidentes acontecem, mega-larvas alojadas dentro de corpos, teletransporte e por aí vai.
Mas toda série tem um tema por episódio e também sua mitologia. A mitologia por trás de Fringe é que remete à Torre Negra: múltiplas realidades, universos paralelos e pessoas viajando entre eles.
- Os caras "do outro mundo" de Fringe lembram muito os vampiros que perseguem Callahan nA Torre.
- As visões meio malucas que perturbam a Olívia em Fringe sugerem que ela de alguma forma transita, sem perceber, entre realidades e talvez tempos. Mais uma vez, nos faz lembrar de Callahan, que dormia numa Nova York e acordava em outra.
- NA Torre, existem portas (literalmente) entre os mundos, em Fringe são abertos portais.


- Em Fringe existe uma mega-companhia que domina tecnologias avançadíssimas, a Massive Dynamic, que se assemelha a muito a North Central Positronics dA Torre.
- Em Fringe existe a chance de os mundos colidirem. Na história de King, a Torre, o eixo que liga todas as realidades e tempos, é que está ruindo.
- Os diferentes mundos são versões ligeiramente diferentes uns dos outros, conceito existente tanto na série quanto nos livros.
- A frase "Existe mais de um de tudo", dita na série, poderia muito bem estar num dos 7 livros (se é que não está).
- O exemplo a seguir é s@canagem:
>Fringe:
"A chave é achar o lugar certo. O Dr. Bell falou uma vez que nosso mundo tem "pontos fracos", lugares onde as constantes fundamentais da natureza... a velocidade da luz, a gravidade, a massa do próton, por exemplo, começaram a decair.
Como resultado, nessas áreas, a membrana entre as realidades é mais fina, quase porosa. O Triângulo das Bermudas é um, mas há outros. E até recentemente, essas áreas eram muito raras.
Como "até recentemente"? O que aconteceu?
Nós, Agente Dunham. O progresso científico, tecnologias avançadas. Nossa intromissão nas leis da natureza acelerou a queda dessas constantes fundamentais e aumentou o número de pontos fracos."
>Torre Negra:
"Mas agora chegamos a uma lúmina. Precisamos ter muito cuidado. — Uma lúmina? — perguntou Jake, olhando nervoso em volta. — Lugares onde o tecido da existência está quase inteiramente roto. Há outros além deste, pois a força da Torre Negra começou a declinar. "
"(...) existem muitos mundos possíveis e uma infinidade de portas levando a eles. Este é um desses mundos; a lúmina que podemos ouvir é uma dessas portas... só que muito maior que aquelas que encontramos na praia."
"(...) as lúminas não são naturais... São feridas na pele da existência, capazes de existir porque há coisas dando errado. Coisas em todos os mundos. — Porque as coisas não vão bem na Torre Negra — disse Eddie. Roland assentiu."
"E se as coisas tipo Triângulo das Bermudas, que Roland chamava de lúminas, outrora grandes raridades, estivessem se tornando regra e não exceção? Suponhamos (...) que toda a realidade estivesse cedendo à medida que as fraquezas estruturais da Torre Negra cresciam? Suponhamos que houvesse um colapso, com um andar caindo no de baixo... e no de baixo... e no de baixo... até..."
Como já disse lá em cima, a North Central Positronics é parecida com a Massive Dynamic. Nas duas histórias essas companhias estão associadas a avanços científicos. Nas duas histórias esses avanços são a causa (ou estão relacionados a) "lugares onde o tecido da existência está quase inteiramente roto", ou pontos em que a "membrana entre as realidades é mais fina".
Mas e Lost? Bom, a Torre termina de forma magistral, e eu já deixei claro aqui que acredito que Lost terminará da mesma forma, ou muito parecido. Veja alguns comentários meus.
Achei esse post, muito bom por sinal, sobre o mesmo assunto.Agora, nada a ver com A Torre, mas Fringe traz conceitos interessantes:
"Você já teve déjà vu?
Passar por um momento que já viveu antes. Sim. O que déjà vu tem a ver com onde ele está?
Bem, déjà vu é como dar uma olhada do outro lado. Sente que já esteve num lugar antes porque em outra realidade, você esteve. Mas o déjà vu é só uma janela. É possível que algumas pessoas possam fazer mais do que apenas olhar o outro mundo. Eles conseguem viajar para lá."
É claro que você é livre para pensar diferente e acreditar que o déjà vu é, na verdade, só um defeito na Matrix...
Namastê. Nos vemos no futuro.



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